Depois de um período 100% conectados por conta da pandemia, a tendência dos consumidores está em aproveitar as experiências offline, muitos deles estão abandonando as redes sociais e as marcas precisam cada vez mais inovar em suas ações para gerar uma conexão com os clientes, o áudio se tornou uma das mídias favoritas do público e a curadoria musical pode ser uma forma de criar conexão com os consumidores. Continue a leitura e saiba mais.
O comportamento online já mudou
Em 2022, a empresa Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, informou que seu número diário de usuários ativos tinha diminuído pela primeira vez na sua história. Um relatório interno do X, antigo Twitter, de 2022, mostrou que os usuários mais ativos estavam tuitando menos. A tendência que começou em 2022 vem ganhando força ao longo dos anos e em 2024 não para de ter mais adeptos. Estamos observando a perda de força das grandes plataformas de redes sociais o que diminui a utilidade dessas plataformas para anunciantes, e força as marcas a repensarem suas estratégias.
Segundo o Gartner, empresa de pesquisa e insights, o tempo que as pessoas passam nas redes sociais vem caindo continuamente e destacou alguns itens importantes sobre esse comportamento. 53% dos usuários consideram que as redes sociais pioraram em comparação ao último ano ou aos últimos cinco anos, além disso, sete em cada dez acreditam que a IA generativa vai piorar ainda mais essa situação.
O relatório mostra que estamos vendo uma redefinição do que significa “rede social”, em vez de usar as grandes plataformas online, as pessoas vão migrar para comunidades menores e mais focadas em interesses específicos, como é o caso do Discord e do Telegram. Esses canais são muito mais difíceis de serem penetrados por anunciantes, pois a publicidade é vista como mais invasiva nessas comunidades.
O que podemos esperar
Há um descontentamento com o mundo online, esse descontentamento chegou muito antes da IA, os consumidores não aguentam mais sites caça-cliques, a curadoria algorítmica dos feeds e a qualidade cada vez mais duvidosa dos produtos vendidos online. A próxima fase da internet será fragmentada, os usuários vão interagir cada vez menos com conteúdos fora de suas comunidades e de fontes de confiança. O segredo pode estar no retorno à simplicidade, valorizando a autenticidade e a ascensão de canais que antes não vinham sendo valorizados.
Os próximos passos das marcas
As marcas já estão de olho nessa mudança de comportamento em relação às redes sociais, a Heineken, marca de cerveja, por exemplo, lançou a campanha Boring Phone, uma proposta para convidar o público a ter mais tempo para conexões reais em vez das virtuais. Em parceria com a Bottega, marca internacional de streetwear, e a LePub, agência do Publicis Groupe, a marca lançou o smartphone que permite apenas que o usuário faça ligações, tire fotos de resolução mais baixa e no máximo, enviar mensagens de texto, os interessados deveriam se inscrever no site oficial do Boring Phone.
Já a Corona, outra marca de cerveja, resolveu trazer de volta o Luau MTV, um dos programas de maior sucesso da emissora durante os anos 90 e 2000, ele marcava a chegada do verão com shows de nomes da música nacional e internacional na beira da praia, a marca então une duas estratégias poderosas, música e nostalgia.
A Artwalk, marca de streetwear do Grupo Afeet, apostou na estratégia de loja conceito, uma forma diferente de gerar interação entre marca e consumidor. A Gomus participa das ativações especiaisda primeira flagship na Oscar Freire, a loja conta com três ambientes diferentes, cada ambiente possui playlists diferentes. O primeiro ambiente apresenta a parte conceitual da marca, o segundo simula uma experiência de quadra de basquete e arquibancada, o terceiro é uma viagem no tempo, unindo referências sonoras e visuais. Além disso, por meio do player da Gomus, o consumidor pode navegar pelas playlists e escolher qual música ele gostaria de ouvir para viver a experiência Artwalk. Confira abaixo o vídeo da ativação.
A Granado, a botica mais tradicional do Brasil com mais de 150 anos de história, lançou em 2024 a Granado Verão, uma sorveteria na loja Granado Ipanema que logo expandiu para outras lojas em São Paulo, a proposta era unir gastronomia e perfumaria, oferecendo sabores de sorvete inspirados em fragrâncias clássicas da marca. Os consumidores podem usufruir de uma experiência sensorial completa.
A curadoria musical pode ser o caminho
Segundo relatório divulgado pelo Spotify, 70% da Geração Z concorda que o Spotify é o melhor antídoto para o doomscrolling, e eles estão usando o Spotify para criar conexões compartilhando músicas e podcasts e quebrar o gelo uns com os outros. Além disso a nova geração está organizando e participando de eventos sociais mais casuais e está aproveitando as playlists do Spotify para criar o clima, a tendência de escutar em grupo está crescendo. 80% da Geração Z no Brasil concordou que “as marcas que criam playlists para momentos e estados de espírito específicos parecem mais sintonizadas com minha vida”.
A curadoria musical é a estratégia de music branding que envolve a criação e a seleção de sons e melodias que vão transmitir a identidade da marca, e deve ser feita por experts que vão mergulhar no universo da marca e tomar os cuidados necessários para um music branding conciso. A curadoria musical pode ser utilizada para a criação de playlists nos perfis da marca nos streamings de música, para a criação e seleção da trilha sonora de propagandas, para a seleção de músicas que vão fazer parte do ambiente da loja, por exemplo. Saiba mais a seguir sobre a volta do ponto de venda.
O retorno do ponto de venda
As lojas conectam a imagem da marca e os clientes, determinam reações emocionais, influenciam a satisfação dos clientes com o serviço e a quantidade de dinheiro e tempo gasto na loja, ou seja, o ponto de venda é um diferencial de mercado. As ferramentas mais importantes usadas para criar um ambiente para o consumidor são cor, cheiro, temperatura, layout, iluminação e música, todas essas ferramentas envolvem os cinco sentidos, uma forma de conversas com os clientes sem envolver uma conversa direta. Por isso, observamos o crescimento de lojas conceitos e pontos de venda de lojas online.
Em abril de 2024, a Shein, marca gigante de fast-fashion, conhecida por seu e-commerce, abriu sua primeira pop-up em um shopping de Curitiba, o objetivo era oferecer uma experiência inovadora para os clientes, a loja ficou disponível durante quatro dias e os clientes deveriam obter um ingresso antecipado de forma gratuita para acessar a loja, ao total foram distribuídos cerca de 8 mil ingressos que acabaram em menos de 60 minutos, o que mostra o interesse do consumidor em viver experiências exclusivas e conhecer os produtos pessoalmente.
Conte com a Gomus
Há 20 anos nossa equipe realiza a curadoria musical para diversas marcas dos mais variados segmentos e projetos, para encantar os consumidores no mundo offline é necessário investir em estratégias inovadoras e que gerem conexão, conte com nossa equipe para criar uma experiência autêntica para sua marca.
Crédito Foto de Capa: Gustavo Fring
Fontes:
Meio e Mensagem | Meio e Mensagem | Fast Company Brasil | BBC | Shopping Estação | Spotify