Que músicas não usar no ambiente da sua loja?

jul 28, 2025 | Music Branding

O design de uma loja envolve muito mais do que apenas o visual, e a música não funciona por si só, é preciso analisar uma série de aspectos que envolvem as escolhas de músicas, sons e melodias. A seguir confira algumas características que devem ser levadas em conta na hora de escolher como será a música ambiente da sua loja. Não há música certa ou errada, tudo depende da sua estratégia. Vem saber mais!

Por que a música é importante no ambiente de compra

A música é uma ferramenta poderosa para facilitar a memória, aprimorar respostas emocionais e promover atitudes positivas em relação a marcas, anúncios e intenções de compra. O uso estratégico de música pode influenciar o comportamento de compra dos consumidores em relação a escolhas específicas, porém, as respostas dos consumidores à música são influenciadas por uma interação complexa de quatro fatores interconectados, são eles:

  • A música em si: gênero, adequação à marca, ritmo, humor, complexidade, familiaridade.
  • O ouvinte: preferências musicais, idade, personalidade, cultura.
  • Situação da escuta: atividades em andamento, horário, contexto social.
  • Estratégia de processamento da música do ouvinte: atitudes em relação a anúncios, atenção, envolvimento.

Por isso, é importante ter em mente qual a personalidade da marca e quem é o público-alvo, para que o som seja um aliado e não um vilão em sua loja. A seguir, confira algumas dicas de o que levar em consideração na hora de escolher a trilha sonora da do ambiente de compra.

Música e experiência 

Você já ouviu falar de arquitetura sonora? A música em sua loja deve funcionar como uma espécie de parede ou pontes, dividindo ou unindo setores pelo qual os consumidores vão se movimentar, esse recurso é muito importante para guiar a experiência e precisa ser levado em conta, caso contrário, a música ambiente pode levar seus clientes até onde eles não querem.

Música e identidade da marca 

Esse item parece óbvio, mas é muito importante, isso porque a música funciona como uma barreira, quando tocada as músicas certas, alinhadas a personalidade da marca, a tendência é que consumidores que se identificam com ela sejam convidados a entrar, escolher a música errada pode afastar seus reais clientes. 

Moods de música 

A música pode influenciar o humor e o nível de excitação dos clientes em lojas, ao contrário das emoções, um humor é um tom de sentimento mais duradouro, menos intenso e inespecífico que não é afetado por um único estímulo. Em ambientes de compra o indicado é selecionar músicas que são capazes de aumentar o nível de excitação, pois é nesse momento que as pessoas tendem a querer efetuar uma compra, geralmente são indicadas músicas com fluxo motor alto, rápido e denso.

Músicas com letras

Pesquisas mostraram que músicas que contém letras em primeira pessoa, usando palavras como “eu”, podem ajudar a imersão e a experiência do cliente no ambiente da loja. Ao utilizar músicas com letras, um outro cuidado deve ser tomado, como não é possível controlar quem irá entrar ou sair da loja, evite canções que possuem palavrões, por exemplo.

Músicas gravadas ao vivo

As famosas gravações de música ao vivo contam com sons da plateia ao fundo, dependendo do objetivo e do contexto, é melhor evitar esse tipo de canção, pois acaba transmitindo muitas informações e pode dar a impressão da sua loja ser um ambiente barulhento.

Músicas famosas

Crédito: Kaboompics.com

Essa é uma dúvida comum, pois músicas famosas acabam ocupando um lugar no imaginário do consumidor, nunca se sabe qual memória iremos ativar quando aquela música tocar. A marca de roupas Abercrombie & Fitch, por exemplo, adota a postura de só veicular músicas inéditas em suas lojas, dessa forma ela evita que o consumidor acesse memórias indesejadas relacionadas àquela música, além disso, cria uma nova associação entre a música inédita e o nome da marca, porém um estudo comprovou que os consumidores tendem a escolher a marca que utiliza músicas conhecidas, impulsionando assim suas vendas.

Apesar dessas dicas, vale ressaltar que não há regras, tudo depende da identidade da marca e do objetivo do som, que podem variar bastante. A seguir falamos sobre a experiência sonora. 

A experiência sonora

Escolher o que tocar em sua loja é importante, mas decidir como essas canções serão ouvidas é essencial, pois influenciam a tomada de decisão. Músicas com volume alto na loja, convidam o consumidor a uma imersão maior no ambiente, além de dar a sensação de privacidade, já que conversas particulares não serão ouvidas por outras pessoas na loja. A música baixa já abre a possibilidade de conversa entre consumidores e vendedores de forma mais breve. 

As músicas também devem ser executadas com uma boa qualidade, sem oscilações de volume, por exemplo, oferecendo uma melhor experiência para quem entra na loja. Você também pode optar pela interação com o público, na qual os clientes escolhem qual música desejam ouvir. 

Conte com a Gomus

A Gomus possui um player de música exclusivo para o varejo, por meio dele é possível ouvir músicas e canções com qualidade e padrão de volume, além de acessar playlists personalizadas e outras opções de personalização, como é o caso da função jukebox, na qual o cliente pode escolher qual música deseja ouvir enquanto estiver na loja ou em alguma ativação da marca. Realizamos também curadoria musical e criação de trilhas sonoras originais, nossa equipe possui a expertise necessária para selecionar e criar as canções que transmitem a identidade da sua marca. Entre em contato para evitar erro na hora de escolher a música ambiente da sua loja.

Crédito foto de capa: Kaboompics.com

Fontes: Manuel Anglada-Tort, Kerry Schofield, Tabitha Trahan e Daniel Müllensiefen (2022) Já ouvi essa marca antes: o papel do reconhecimento musical na escolha do consumidor, International Journal of Advertising, 41:8, 1567-1587

Nicolai Jørgensgaard Graakjær (2012) Dance in the store: on the use and

production of music in Abercrombie & Fitch, Critical Discourse Studies, 9:4, 393-406

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