Música e Storytelling: é possível existir um sem o outro?

set 17, 2025 | Para sua Marca

Desde os primórdios contamos nossas histórias e buscamos formas de ampliar sua vida útil e influência. De eternizar batalhas em pinturas rupestres, à espalhar mitos pela linguagem oral, ao desenvolvimento do papel e telefone possibilitando viagens mais distantes dos conhecimentos populares, as mensagem evoluíram junto com os meios, e a música também. Confira o texto para entender como a música e o storytelling – frentes de expressão cultural, social e política – se tornaram inseparáveis.  

Afinal, o que é o storytelling?

Segundo estudiosos, storytelling é a evolução das histórias contadas oralmente, podendo ser improvisadas tanto verbalmente quanto por escrito.

Storytelling significa contar histórias usando diferentes mídias para capturar a atenção do público .Ao criar uma narrativa bem-sucedida, cria-se uma conexão emocional com o interlocutor, um vínculo com interesses em comum, seja na história, temática ou personagem. Essa identificação construída, junto à expectativa dos próximos capítulos da história, é um prato cheio para marcas trabalharem campanhas e posicionamentos, inclusive com o auxílio da música. A seguir, confira como o storytelling e a música podem beneficiar a narrativa da sua marca.

Cinebiografias, as histórias por trás das músicas 

O aumento de cinebiografias, filmes que contam a história de um determinado cantor(a) ou banda, é a prova de que o reconhecimento das músicas potencializa o interesse pelas histórias que as acompanham. Em 2018, houve o lançamento do filme “Bohemian Rhapsody”, que conta a história do líder da banda Queen, Freddie Mercury, logo em seguida ocorreu o lançamento do filme “Rocketman”, sobre o cantor Elton John, e em 2022 a cinebiografia de Elvis Presley. Em 2024, o número de cinebiografias foi ainda maior, com o lançamento de “Bob Marley: One Love”, que conta a história do músico jamaicano, “Back to Black”, sobre a cantora Amy Winehouse e “Um Completo Desconhecido”, sobre o cantor e compositor Bob Dylan. Mas como a narrativa dos artistas e das canções podem beneficiar sua marca? 

Como criar um storytelling?

Música e Storytelling: é possível existir um sem o outro?
Crédito: Maria Mileta

Toda história precisa de personagens, conflitos e resoluções, dessa forma são construídas camadas e mais pontos onde as pessoas podem se conectar. Para as marcas não é diferente, o protagonista é a marca, é necessário entender sua origem, atributos essenciais da sua identidade, personalidade, para em seguida apresentar os conflitos que afligem os consumidores, temáticas de impacto, sendo motivos de desconforto ou orgulho, e apresentar a resolução, que normalmente está entrelaçado ao objetivo do produto,serviço oferecido e posicionamento. Mas atenção! É importante criar um storytelling sincero, o consumidor não pode se sentir enganado e sim parte de algo relevante.

Você lembra do famoso case do sorvete Diletto? A marca nasceu no final de 2008, em São Paulo, e logo obteve sucesso, chegando a 500 pontos de venda em apenas um ano, com faturamento na casa do R$1,2 milhão. O discurso da marca era de que a receita do sorvete tinha sido criada na Itália, pelo avô de um dos fundadores, que fazia sorvetes com a neve que caía no norte do país, o storytelling era perfeito e conquistou diversos clientes e investidores interessados em adquirir a marca.

Em 2014, o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) descobriu que todo o storytelling da marca era falso e determinou que ela comunicasse isso a seus clientes. Depois dessa revelação a Diletto começou a perder força e muitos consumidores deixaram de comprar os produtos, investidores interessados em comprar a marca também desistiram, e apesar da qualidade dos produtos, a perda de confiança do público afetou diretamente as vendas. 

Música como ferramenta de storytelling para marcas

Como falamos anteriormente, a história dos artistas acaba se entrelaçando às canções, por meio delas eles compartilham sentimentos e pensamentos que geram uma identificação do público, além de fazerem parte, propositalmente ou não, da trilha sonora de nossas memórias. Quando falamos em música e marca isso também acontece. Ao realizar uma curadoria musical para sua marca, os artistas, gêneros, canções e contextos trazem uma camada a mais para a identidade da marca, ajudando a contar quem ela é e quais os atributos pelos quais quer ser reconhecida pelo público. É possível utilizar a música como ferramenta de storytelling de diversas formas. Confira algumas delas a seguir.

Trilha sonora para publicidade

Temos dois caminhos distintos nesse caso, o primeiro seria construir uma trilha original, evocando sentimentos pela melodia e reconhecimento de características do som. O outro é selecionar uma música que reforça a mensagem de uma publicidade, se aproveitando de narrativas já existentes com uma curadoria sonora. Um bom exemplo dessa aplicação é a campanha “Winning Isn’t for Everyone”, da Nike, marca de roupas e calçados esportivos, que em uma das peças da campanha, utilizou a música “You Are My Sunshine”, de Christina Perri, para ser trilha sonora do filme que mostra pessoas que saem para correr na chuva, unindo então a mensagem publicitária a mensagem da música. Confira o resultado a seguir. 

Música ambiente para loja

Pense na loja como o cenário da marca, o consumidor entra no imaginário criado e a música ambiente é a trilha sonora das interações durante a compra, construindo uma atmosfera que acolhe e contextualiza todos os esforços físicos e abstratos da marca, como visual merchandising, aroma, atendimento, etc. 

Os sons e melodias no ambiente da loja ajudam a guiar o consumidor em sua jornada pelos espaços, criando uma imersão que une marca, produtos, música e ambiente. A música é capaz de se conectar emocionalmente com as pessoas, fazendo com que o consumidor se lembre com mais facilidade da identidade da sua marca e ao ser impactado pelo mesmo tipo de canções em outras peças, a identidade e a história da sua marca se fixem na lembrança do público.

Playlists no streaming

Para o desdobramento digital da marca em streaming é interessante mergulhar novamente na personalidade da marca, se o CNPJ fosse um CPF, o que ouviria nos fones de ouvido ou na festa com os amigos íntimos? 

As playlists em streaming podem transmitir ânimos, emoções e guiar experiências seguindo o perfil da marca, mas se libertando de certas práticas mais voltadas para o ambiente de loja. 

É possível transmitir uma mensagem que abordam campanhas ou datas específicas, utilizar essa ferramenta para se fazer presente em outros momentos e ambientes mais íntimos do seu público, por exemplo, que seriam mais difíceis de fazer parte, se transportando assim para novos ambientes e também, para novas memórias afetivas ligadas a sua marca.

Para colocar isso em prática, conte com a Gomus

Para que as ações sejam alinhadas a um plano de construção de imagem de marca, é preciso uma estratégia, e o music branding entra para ser seu aliado, assim como a equipe da Gomus. 

Utilizar músicas sem um direcionamento pode ter o efeito contrário ao esperado, o objetivo é que ao ouvir determinado tipo de música os consumidores consigam associar a sua marca, criando uma rede de memórias que será acessada por ele nos momentos de maior importância, o momento da compra. Por isso, antes de utilizar a música como ferramenta de storytelling para sua marca, é importante construir seu universo sonoro, pois a partir disso é possível ter um guia claro do que se pretende comunicar com essa música, assim como quais são as oportunidades alinhadas com a sua marca e como esses esforços são percebidos pelo seu público.. 

A Gomus está há 20 anos criando universos sonoros únicos para marcas como Havaianas, Granado, Osklen, Lenny Niemeyer e muitas outras, dos mais variados segmentos e está ansiosa para mergulhar no universo da sua marca. Entre em contato. 

Crédito foto de capa: 42 North

Fontes: Hooksounds | The News | Terra

Costa, Bruno Guilherme Nasser. Storytelling e música: ferramentas integradas para o desenvolvimento do agente histórico, 2018. P. 20.

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