Quando falamos em marcas brasileiras, qual marca vem à sua cabeça? O Brasil é um país rico de cultura e cada região possui seus próprios costumes, inclusive seus próprios gêneros musicais. Na hora de criar um music branding para uma marca autêntica brasileira é preciso levar em conta toda a diversidade que encontramos no país. Continue a leitura e descubra como criamos trilhas sonoras autênticas brasileiras para marcas como Havaianas e Phebo.
Nossas primeiras influências
Para falar de música brasileira, precisamos entender nossas origens. A música brasileira nas primeiras décadas estava muito relacionada aos modelos europeus, principalmente aqueles vindos da Itália, Alemanha e França, com o passar do tempo, principalmente após a 2ª Guerra Mundial, a grande influência estrangeira passou a ser da música dos Estados Unidos e, depois dos anos 1960, também da Inglaterra. O primeiro gênero considerado parte da música popular brasileira foi o samba, em 1933, foram publicados dois textos acerca do samba carioca, logo em seguida, em 1936, é lançado o choro, transformando então o centro máximo da musicalidade nacional o samba carioca. O samba não nasceu no Rio de Janeiro, para os estudiosos, o samba nasceu na Bahia e de lá foi para o Rio, onde se desenvolveu até estar presente em todos os lugares.
Música brasileira além da MPB
MPB não é apenas uma abreviatura de Música Popular Brasileira, ela não identifica toda a música popular feita no Brasil, mas um subconjunto desta produção. A sigla MPB surgiu num determinado momento histórico, os anos 1960, para designar um repertório no calor dos festivais e que foi se configurando como um ponto de convergência entre a Bossa Nova, as canções de protesto, os gêneros tradicionais de música popular no Brasil, como samba, baião, marcha e, num momento posterior, o tropicalismo. Estava em curso um processo de redefinição e atualização da música popular no Brasil, iniciando com a Bossa Nova no final da década de 1950.
O acrônimo MPB soava como uma certa similaridade com uma sigla política, e guardava semelhança com MDB (Movimento Democrático Brasileiro), o partido de oposição consentida no bipartidarismo imposto pelo regime militar, que tinha, naquelas circunstâncias, uma característica de frente política. Com o tempo, a sigla foi se institucionalizando e articularam-se em torno dela novas músicas que surgiam. Se a sigla MPB denomina um setor da música popular feita no Brasil, a expressão música popular brasileira já era utilizada antes da afirmação de seu acrônimo.
A expressão tinha, e tem ainda hoje, um sentido agregado que se relaciona a um certo repertório, ainda que mais amplo que a posterior sigla MPB. Ou seja, falar música popular brasileira não é exatamente igual a “música popular feita no Brasil” ou “música popular brasileira”: a expressão também está carregada de sentido para além do seu sentido literal. Ecoam na expressão música popular brasileira as concepções sobre o nacional e o popular, tão fortes no Brasil até os anos 1970. A MPB deveria ajudar a resgatar os valores mais “genuínos” da nacionalidade e auxiliar na sedimentação de uma cultura nacional, a canção deveria ter uma função muito mais política que estética, seria um instrumento de conscientização e mobilização, denunciando a realidade injusta em que vivia a maioria da população. .
A música popular do Nordeste

Sabemos que o nordeste concentra uma grande variedade de gêneros musicais que muitas vezes não são lembrados pelas outras regiões do país, por isso, a curadoria musical se torna ainda mais especial nestes locais.
Os gêneros que podemos chamar de música popular do Nordeste envolvem o frevo, a ciranda, o forró, o axé, lá as canções destes gêneros costumam agradar o coração dos habitantes. Além disso, você já ouviu falar do Bumba-meu-boi? É o mais puro espetáculo nordestino, quando as pessoas se reúnem em uma arena, com o público em pé formando a roda que vai se fechando em torno dos intérpretes, é como uma grande peça de teatro, tudo ao som da zabumba, do ganzá e dos pandeiros, por exemplo, criando um gênero musical único para a festa.
Ele possuí dois festivais principais, o de Parintins no Amazonas e o Bumba Meu Boi no Maranhão. A força do evento é tanta que até a Coca-Cola chegar a abrir exceções e criar uma latinha azul para ser consumida pelos fãs do boi Caprichoso.
Criando trilhas sonoras autênticas e brasileiras
Com experiência de 20 anos, criar trilhas sonoras autênticas brasileiras é uma das especialidades da Gomus. Uma das marcas que mais carrega o DNA brasileiro é a Havaianas, há 11 somos os responsáveis por criar o universo sonoro da marca, para os mais variados objetivos, seja para uma ativação, para o ambiente da loja, playlists exclusivas no perfil da marca nos streamings, além de auxiliar na internacionalização da marca, um passo importante e que poucas marcas brasileiras conseguem.
A Gomus também criou o universo sonoro para a nova loja conceito da perfumaria Phebo, e a trilha sonora para o vídeo de lançamento da nova era da marca. Para a programação da loja, optamos por composições mais modernas presentes na região Norte, além da MPB. A nova era Phebo buscava resgatar as origens da marca em Belém do Pará e para isso, desenvolvemos uma composição sensorial e dinâmica que equilibra com maestria elementos autênticos do carimbó e texturas cinemáticas.
Trouxemos também o renomado percussionista Mafram, cuja expertise deu vida à marcação dos tambores típicos dessa tradição musical, inserimos percussão de origem africana, como o caxixi e o djembe, para trazer um senso de ancestralidade e cultura, conectando a marca a um universo mais profundo e autêntico. Ficou curioso para ver o resultado? Confira abaixo.
Se sua marca exalta as raízes brasileiras, o music branding é uma ferramenta essencial para se conectar com suas origens, a música já faz parte do dia a dia do brasileiro e inseri-la em sua marca pode gerar muito mais conexão e lembrança. A Gomus pode ajudar você a criar uma atmosfera sonora autêntica e trazer a brasilidade que representa toda a identidade da sua marca. Entre em contato para saber mais.
Crédito foto de capa: Florencia Potter
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