A música e seu poder de nos transportar no tempo

fev 25, 2026 | Para sua Marca

Quem nunca ouviu uma música e foi transportado exatamente para a época em que aquela canção remete? O som é capaz de ativar nossa memória, além disso, ele é capaz de nos transportar para outras épocas a partir delas. Continue a leitura e saiba como usar essa vantagem em sua estratégia de music branding.

Vamos falar de cinema?

O cinema é um ótimo exemplo de como usar a música para transmitir uma noção temporal para quem está assistindo, e nada melhor do que falarmos dos nossos recentes vencedores e indicados ao Oscar, que se desenrola em tempos passados e usam a música justamente para reforçar isso e transportar os espectadores até estes momentos. Vamos falar mais a seguir. 

A trilha sonora de “Ainda Estou Aqui”

O filme “Ainda Estou Aqui”, ganhador do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mostra a história do desaparecimento do ativista político Rubens Paiva durante a ditadura militar brasileira, explora temas complexos como luto, perda, memória e justiça, o objetivo do diretor Walter Salles era construir um enredo emocionante e capaz de tocar e relembrar os brasileiros sobre o passado repleto de sofrimento, mas também de esperança.

Nesse caso a trilha sonora se tornou essencial para transmitir essa emoção para quem assiste ao filme, antes mesmo do roteiro ser gravado, diversas cenas já tinham músicas escolhidas para fazer parte da história. Muitos artistas foram escolhidos para compor a trilha sonora do filme pois tinham um relacionamento complexo com a ditadura militar, como foi o caso de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Tom Zé e muitos outros.

A música então deixa de ter apenas papel instrumental e se torna uma catalisadora de emoções, capaz de guiar o espectador por sentimentos que pairavam nos brasileiros durante os anos de ditadura. Nesse caso, além de trazerem canções da época, são canções que falam exclusivamente sobre o tema do filme, tornando a mensagem ainda mais potente. 

A trilha sonora de O Agente Secreto 

A música e seu poder de nos transportar no tempo
Crédito: O Globo

Para o thriller O Agente Secreto de Kléber Mendonça que se passa na ditadura militar do Brasil de 1977, o diretor teve ainda mais cuidado na hora de escolher a trilha sonora, pois além de se tratar de um período de ditadura militar, ele também queria transportar os espectadores até o Nordeste, mais especificamente até Recife, para isso foi preciso mergulhar ainda mais na cultura local e identificar quais artistas daquela época seriam uma boa escolha para passar essa mensagem.

A curadoria musical feita por Kléber Mendonça foi do jeito raiz, ele contou que começou em 2024, quando foi até a Passa Disco, uma loja que ficava a uns dois quilômetros da casa dele, lá ele encontrou cinco discos raros e com preços altos que chamaram sua atenção, um era a coletânea “Música Popular do Nordeste”, de onde ele tirou duas faixas da Banda de Pífanos de Caruaru, e outro foi “Desabafo”, do Conjunto Concerto Viola, lançado em 1975 pela gravadora CBS. 

Nem só de artistas brasileiros a trilha sonora é composta, há hits de Donna Summer como “Love to Love You Baby” e de Peter Cetera, da banda Chicago, na balada “If You Leave Me Now”, músicas que faziam parte da rotina das pessoas daquela época no Nordeste e que são capazes de trazer lembranças para quem está assistindo. 

Música também é lembrança

Segundo estudos, quando você ouve música as áreas do seu cérebro responsáveis pela emoção e pela memória também se tornam ativas. O hipocampo, essencial para armazenar e recuperar memórias, trabalha em estreita colaboração com a amígdala, o centro emocional do cérebro, isso explica, em parte, por que certas músicas não são apenas memoráveis, mas também profundamente emocionais.

A música atua como um atrativo emocional, entrelaçando-se com as memórias e alterando sutilmente seu tom emocional, as memórias também podem ser mais flexíveis do que se pensava anteriormente e podem ser influenciadas por estímulos auditivos externos durante a recordação. 

Mesmo que a pessoa não tenha vivido na época em que a música era tocada, ela é capaz de criar novas memórias ao ouví-la,por isso a experiência sonora é essencial para a imersão total. Vamos falar mais a seguir. 

Transportando os clientes para o Rio de Janeiro Vintage 

Para a comemoração dos 150 anos da Granado, a Gomus teve a missão de realizar a curadoria musical para uma ativação que transportava os clientes por todas as fases da marca.

Como usar a nostalgia em sua identidade musical para acessar memórias do consumidor
Crédito: Museu da Casa Brasileira

A Granado realizou uma exposição no Museu Histórico Nacional com uma variedade de peças que mostram a evolução do design e da formulação dos produtos destaque. O desafio foi desenvolver a sonorização da exposição para que os clientes pudessem ter uma imersão completa no universo da marca. Os visitantes poderiam escolher qual playlist gostariam que os acompanhasse na época em que se estava.

Desenvolvemos então uma curadoria musical que passava desde o início da marca, no Século XIX, transmitindo o Rio de Janeiro Vintage, até os dias de hoje, com canções mais atuais, mas que ainda exaltam a MPB e a Bossa Nova. 

Conte com a Gomus

Seja para que seu cliente tenha uma imersão completa no universo da sua marca ou para levá-lo a acompanhar toda a trajetória da empresa ao longo dos anos, conte com a Gomus. Nossos mais de 20 anos de experiência nos ajudam a escolher a trilha sonora certa para cada situação, visando sempre a criação de vínculo e memórias com os clientes. Para melhor aproveitar o potencial do music branding entre em contatocom a nossa equipe. 

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