A música e as mudanças de comportamento da Geração Z

ago 22, 2025 | Tendências Sonoras

Os anos passam, novas gerações surgem e o comportamento muda, evolui, atualmente a Geração Z é quem tem ditado a mudança, a cada novo hábito adotado por ela, isso afeta diretamente o mercado, e com o mercado da música não é diferente. A seguir vamos falar sobre os novos comportamentos da Geração Z e como a música está acompanhando essas mudanças. 

Quem é a Geração Z?

A Geração Z são as pessoas nascidas entre os anos 1990 e início dos anos 2010, embora haja algumas diferenças sobre as datas exatas. O que marca essa geração é que eles já nasceram com o mundo digital, redes sociais e smartphones são comuns no cotidiano deles, mas alguns acontecimentos moldaram sua visão de mundo, como crises financeiras, mudanças climáticas e não podemos esquecer da pandemia, todos esses cenários tiveram influência na forma como a Geração Z pensa e vive. A seguir listamos algumas mudanças que foram acompanhadas com mudanças no mercado da música. 

Redução do consumo de álcool

A Geração Z não quer sentir os sintomas da ressaca, prefere experiências vespertinas, trilhas, café da manhã com as amigas, exercícios físicos, entre outras atividades que não envolvem o consumo de álcool, isso impulsionou o lançamento de bebidas zero álcool. Nos Estados Unidos, por exemplo, 28% dos jovens não ingeriram álcool em 2024. A Geração Z também prioriza a saúde mental, e o álcool tende a evitar esse equilíbrio entre mente e corpo.

A noite perdeu o protagonismo

A Geração Z prefere programas diurnos, o que faz com que as atividades noturnas percam espaço, fazendo com que o mercado se reorganize, como é o caso das baladas que dão lugar às chamadas coffee parties, festas que acontecem no período da manhã em cafeterias. Com a redução do consumo de álcool a vida noturna também é afetada, a Geração Z prefere aproveitar seu streaming e pedir um bom delivery.

A Geração Z parou de socializar

Com a diminuição da vida noturna, diminuiu o número de baladas e ambientes para dança, a pandemia de Covid-19 deixou ainda mais evidente a falta de vontade da Geração Z de socializar, preferem ser mais reclusos. Além disso, atualmente é difícil uma canção ser conhecida mundialmente, os sucessos são cada vez mais nichados, sendo assim, fica ainda mais complicado para o DJ encontrar uma música que mexa com todos da mesma maneira, e é agora que entra a relação entre música e Geração Z.

As mudanças no mercado da música já começaram

A música e as mudanças de comportamento da Geração Z
Crédito: Teddy Yang

Se a Geração Z não está mais consumindo álcool, também está optando pela vida diurna, os festivais tiveram que se adequar, se antes víamos marcas de bebidas alcoólicas sendo as grandes patrocinadoras dos festivais, hoje já vemos com menos frequência, se antes o Rock in Rio terminava às 3 horas da manhã, hoje o festival tenta finalizar muito antes, tudo isso para se adequar a um novo público. À medida que o mercado da música se torna cada vez mais nichado, será ainda mais difícil lotar grandes festivais, os jovens vão preferir pequenos festivais que agradam seu gosto musical, não há tantas canções ou artistas globais como antigamente e agradar todo mundo se torna quase impossível. 

Como a curadoria musical pode ser a chave para os novos hábitos  

A curadoria musical dá a possibilidade de atingir diferentes públicos de forma consistente e direta, isso porque é possível desenvolver uma experiência ou ativação focada em um determinado público, aumentando e muito as chances de a marca criar laços.

A curadoria musical pode organizar as músicas de diferentes formas e de acordo com os hábitos da Geração Z, a seguir saiba quais são cada uma delas e como você pode explorar essas opções.

Gênero musical

As músicas podem ser agrupadas de acordo com o gênero musical, o que torna mais fácil para o ouvinte identificar se ele combina ou não com a playlist ou a marca em questão. As pessoas costumam formar grupos conforme seu gênero musical favorito, festivais musicais separados por gêneros musicais tendem a ter melhores resultados por ter uma expectativa mais controlada e um evento que esteja dentro dos gostos do público na maioria das atrações, dessa forma você consegue segmentar quais gêneros musicais conversam com a identidade da marca, mas explorar além dos gêneros, buscando sonoridades é um caminho rico que abre diversas portas.

Humor

As músicas são capazes de alterar o humor das pessoas e selecionar as músicas e melodias de acordo com o humor de cada uma delas, que deve combinar com o mood que sua marca quer passar, é uma boa forma de atrair clientes, pois você irá atrair pessoas que se identificam com o mood das canções. Aqui é possível se conectar emocionalmente, se conectando não só pela música mas pelo sentimento sentido e gerado.

Ocasiões 

Quando falamos em ativações, eventos e ambientes, a curadoria musical deve levar em conta qual é a ocasião em que as músicas serão ouvidas, é possível fazer uma curadoria temática ou com músicas que vão guiar a experiência, por exemplo. Aqui é importante pensar nas interações que a ocasião inclui, por exemplo, terão pessoas de diferentes gerações, objetivo daquele encontro, o que estará acontecendo de fato no ambiente, como a música é consumida, todos esses pontos servem como guia para antever como essa curadoria será percebida e interpretada.

Contar histórias

É possível usar a curadoria musical para contar uma história, selecionar as músicas certas que são capazes de transmitir uma mensagem. Essa opção pode criar lembranças e associações relacionadas a sua marca, criando o que chamamos de storytelling de marca, além de criar o seu próprio storytelling, é possível utilizar noções gerais e músicas já conhecidas com uma carga emocional ou uma referência para conversar com a sua aplicação. 

As marcas favoritas da Geração Z são as que conversam com ela

A empresa Forma Turismo, especializada em viagens para o público jovem, que tem entre 15 e 18 anos, divulgou uma pesquisa sobre quais são as marcas preferidas desse público, e o resultado não surpreendeu muito, isso porque as marcas que adotavam uma comunicação mais descomplicada e descontraída foram as mais citadas por eles, como é o caso da Netflix, do McDonald’s, do Nubank e do TikTok, ou seja, para se conectar com a Geração Z é preciso entender como ela quer ser vista e dar a devida atenção a ela nas estratégias desenvolvidas pela marca. 

Conte com a Gomus 

A música é um dos principais pilares de conexão com uma marca, e é possível alavancar seu negócio junto a essa geração por meio do music branding. A Gomus conta com 20 anos de experiência, desenvolvendo trilhas sonoras para as mais variadas marcas, no Brasil e no exterior. Entre em contato.

Crédito foto de capa: Andrea Piacquadio

Fontes: Vox | Veja | Meio e Mensagem | Meio e Mensagem | Exame 

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