Prince e a Internet

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Na última semana, o cantor Prince fez o lançamento de seu novo disco, chamado 20Ten, de uma maneira um tanto quanto curiosa, encartando o álbum dentro de jornais britânicos, belgas e da revista Rolling Stone alemã. Além disso, disparou uma metralhadora de críticas aos meios digitais de compartilhamento e venda de música, especialmente o iTunes e o Youtube, afirmando solenemente que a internet está totalmente ultrapassada. Será mesmo que Prince tem razão e o mercado de música digital está fadado ao fracasso?

A iTunes Music Store começou a funcionar em abril de 2003, com um catálogo de 200 mil músicas, com todas as grandes gravadoras participando e cobrando 99 centavos de dólar por música. No final do mesmo ano, a iTunes Store, que só rodava em Macs, migrou também para o Windows e se tornou um fenômeno de massa. Pouco a pouco, a indústria fonográfica foi percebendo que seu negócio não era mais o CD, e mirando a internet com outros olhos. Atualmente todas as gravadoras, majors ou não, estão vendendo MP3 por lojas online, seja via iTunes, Amazon, ou via lojas próprias na rede.

Obviamente, as cifras movimentadas por vendas digitais são ainda muito menores que aquelas que as gravadoras tinham na época de ouro do CD. Mas, nessa fase de transição que o mercado fonográfico está vivendo, a indústria da música não pode se dar ao luxo de virar as costas a essa fonte de receita. Se considerarmos o crescente fortalecimento dos suportes online de música, aliado ao fato de que a maioria dos consumidores não se importa muito com a qualidade do som que escutam (por exemplo, o MP3), temos um quadro onde a importância da música digital online ganha cada vez mais destaque, não dando sinal algum de desaparecimento.

por Guto Guerra

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