Dengo: como a marca utiliza a união entre o som e a imagem nos pontos de venda

jun 23, 2026 | Gomus

A Dengo é além de uma marca de chocolates, com uma história que nasce com o sócio fundador da Natura, a empresa mostra como é possível unir chocolate, sabor e sustentabilidade, além de contar com a ajuda da Gomus para transmitir seu posicionamento nas lojas. Continue a leitura para conhecer melhor o case e como você pode aplicar em sua marca.

Sobre a Dengo

Nos anos 2000, o sócio fundador da marca de cosméticos Natura, comprou um terreno no Sul da Bahia, próximo a Ilhéus, para construir uma casa de veraneio, mas mal sabia que anos depois o local seria ponto estratégico da marca Dengo.

Leal fundou o Instituto Arapyaú, em 2008, instituição filantrópica com foco em ajudar os produtores que perderam seus empregos com o cacau por conta de uma praga. Em 2015, Estevan Sartoreli, que já havia trabalhado com Leal na Natura, começou a estudar a região e toda a cadeia produtiva do cacau, descobrindo um modelo de negócio altamente rentável e sustentável. Em 2017, os dois se uniram e lançaram a Dengo.

A ideia da marca era vender chocolates com o mesmo cuidado do plantio, utilizando processos mais naturais, com mais cacau, menos açúcar e química. Mais de 100 produtos apresentados pela Dengo não possuem gordura hidrogenada em sua composição. 

Dengo como a marca utiliza a união entre o som e a imagem nos pontos de venda

Crédito: Estadão

A grande questão é que a Dengo vende chocolate com impacto social, o objetivo é ajudar produtores locais e agregar valor a seu trabalho, ampliando sua renda média. A primeira loja da marca vendia o cacau com o valor superior ao registrado na Bolsa de Valores de Nova York. Para isso era necessário uma estratégia alinhada de marketing, gerando desejo e criando valor. Vamos falar mais a seguir.

Gastronomia, desejo e música

Nossos cinco sentidos despertam emoções e apesar de nem sempre lembrarmos de detalhes, eles estão todos interligados. Pesquisadores concluíram que ouvir determinadas músicas pode melhorar nosso humor e isso também acontece com determinados alimentos.

Em qualquer lugar do mundo, a comida é usada para influenciar estados afetivos, seja uma tigela reconfortante de mingau quando você está doente ou um pedaço de chocolate quando você está se sentindo triste ou presentear, assim ela pode atuar de forma conjunta com a música e quando há uma combinação entre os dois, a satisfação do cliente pode ser ainda maior.

Pesquisadores descobriram que o desejo e o prazer nos incentivam a buscar recompensa. Saborear um alimento gostoso libera dopamina em nosso cérebro, nos trazendo a sensação de prazer, pesquisadores fizeram testes em roedores e descobriram que o desejo se torna mais importante do que o prazer, mas os dois devem caminhar juntos, a partir do momento que o desejo é ativado, convencer o consumidor a consumir seu produto se torna muito mais fácil e até mesmo natural.

Segundo a PhD Janice Wang, há  uma relação entre a frequência sonora e os sabores dos alimentos. Ela investigou a relação entre as conexões entre sabores básicos como amargo, doce, azedo e salgado e características musicais, como duração, altura, volume, tempo. Wang descobriu que as pessoas conseguem identificar improvisações musicais com base em descritores de paladar, determinados tipos de drinks eram pedidos se determinado instrumento era tocado no local.

Outras pesquisas mostraram que uma região similar do cérebro responde às manipulações do prazer do chocolate e às manipulações do prazer da música aumentando a dissonância, confirmando que a interação prazerosa entre música e paladar pode ocorrer. 

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Em um mundo repleto de estímulos, despertar sensações por meio da música é sair na frente. Entre em contato para entendermos como podemos alavancar sua empresa no setor alimentício. 

Crédito foto de capa: SP Crianças

Fontes: Psyche | Startse

Berridge KC, Venier IL, Robinson TE. Taste reactivity analysis of 6-hydroxydopamine-induced aphagia: implications for arousal and anhedonia hypotheses of dopamine function. Behav Neurosci. 1989 Feb;103(1):36-45. doi: 10.1037//0735-7044.103.1.36. PMID: 2493791. 

Wise, RA, Spindler, J., & Legault, L. (1978). Atenuação significativa da recompensa alimentar com doses de pimozida que preservam o desempenho em ratos. Canadian Journal of Psychology / Revue canadienne de psychologie, 32 (2), 77–85. 

Wang, Qian. (2014). Music, mind, and mouth : exploring the interaction between music and flavor perception.  

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