Lollapalooza: como o festival conquistou fãs leais por meio da curadoria musical

mar 12, 2026 | Tendências Sonoras

Todo ano o Lollapalooza traz um line-up diferenciado que agrada boa parte do público, ao contrário de outros festivais, como o Rock in Rio, o evento não foca apenas em quais artistas estão em alta no momento, mas funciona como uma espécie de guia de novos artistas para quem vai ao festival. Continue a leitura para saber mais sobre o tema.

Entendendo as origens

Para falarmos do Lollapalooza precisamos voltar ao início de tudo, quando o festival surgiu em 1990 nos Estados Unidos. Inicialmente ele foi idealizado para ser uma turnê de despedida da banda Jane’s Addiction, mas eles não queriam uma turnê de adeus qualquer, a banda então programou shows em diversas cidades dos Estados Unidos e Canadá, junto com eles também havia outros artistas do cenário grunge e alternativo, o festival que conhecemos hoje tomou forma no início dos anos 90. Uma das principais características do evento era ter bandas que estavam fora do radar mainstreame isso permanece até hoje.

[H2] Como a curadoria musical é feita?

Muitas pessoas tem uma visão errada do que é uma curadoria, que basta escolher as bandas e artistas que estão em alta no momento e fazer o convite, mas o Lollapalooza mostra que há muito mais por trás disso.

Em entrevista para a Uol, Marcelo Beraldo, diretor artístico do Lollapalooza Brasil, contou um pouco sobre esse processo de curadoria que dificilmente é copiado.

Segundo ele, a programação é definida em reuniões com curadores de outros países da América Latina e dos Estados Unidos, cada um dos curadores traz sugestões e todos precisam concordar com as escolhas, ou seja, é um trabalho feito em equipe e por muitas cabeças pensantes,é por meio de várias ideias e debates que saem os line-ups tão aguardados.

Nas atrações locais, os curadores costumam ter mais liberdade para cumprir a principal função do Lollapalooza: dar visibilidade a artistas que o público não conhece, propor o novo e catapultar carreiras, por isso o line-up do festival brasileiro costuma ser tão ousado.

O streaming não é o segredo

Marcelo conta que os números nos streamings são sim importantes, mas o festival observa muito mais o que o artista está fazendo ao vivo do que os resultados na internet. Nada garante que um artista com muitos ouvintes mensais vá lotar festivais, mas quando você vê bandas lotando bares, é um sinal de que o próximo passo é fazer um show maior, é nesses artistas que o Lollapalooza está sempre de olho.

A confiança é a chave

Quando comparamos o Lollapalooza com outros festivais, ele tem uma vantagem em relação aos concorrentes, isso porque um terço dos ingressos são vendidos antes do line-up ser anunciado, com preços mais baixos, isso demonstra a confiança que o público tem na curadoria do evento, é como se cada pessoa já soubesse que o line-up não vai decepcionar. 

É sobre o novo formato de consumo

Com as redes sociais e os streamings a forma de consumir música mudou e isso ajudou e muito o formato do festival. Hoje em dia é comum apenas algumas músicas do artista bombarem, as pessoas não têm mais o costume de ouvir um álbum inteiro, o que torna uma turnê muito mais difícil para o artista. O Lollapalooza então entra como uma alternativa para ajudar esses artistas menores que gostariam de fazer um show, mas não têm orçamento nem público suficiente para fazer uma turnê, além disso, eles ganham a oportunidade de apresentar suas outras músicas para novos fãs.

E o Rock in Rio?

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO, FOMENTO E INCENTIVO À CULTURA DE CURITIBA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.
Crédito: Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Todo festival se baseia em um conceito que vem desde suas origens, assim como o Lollapalooza, o Rock in Rio surgiu para dar visibilidade a cena rock e grunge da época, o problema é que com a globalização e a partir dos anos 2000, esses gêneros musicais acabaram perdendo a força e dando lugar a novos, como o pop e o funk, por exemplo. Enquanto o Lollapalooza se ancorou na identidade de festival que revela artistas e possui uma curadoria única, o Rock in Rio ficou preso na visão pública ao gênero musical,que está presente até no nome do festival, é por isso que causa estranheza no público quando há artistas do k-pop sendo confirmados por um festival que tem “rock” no nome. 

Estamos falando de pessoas para pessoas

O recado que o Lollapalooza nos dá é que apesar da IA vir ganhando espaço no mercado musical, a sensibilidade e o olhar apurado humano ainda é o que nos conecta. As várias opiniões e visões tornam a curadoria musical humana algo difícil de ser replicada pelas máquinas, ter uma curadoria musical forte faz de você uma marca muito mais autêntica

Conte com a Gomus

Aqui, mantemos o tato humano para sentir o que a música transmite, para olhar e entender a marca e traçar um elo entre esses dois mundos. 

Nossa equipe de curadoria – com expertise na criação de playlists, direcionamento de repertório para eventos, criação de trilhas originais e construção de marcas – mergulha a fundo na identidade da sua empresa para transformar em experiências sonoras que criam memórias. O processo de curadoria musical deve ser feito em equipe, analisando o cenário musical como um todo e qual mensagem a marca quer transmitir de diferentes pontos de vista para se achar o que é comum a todos e deve ser trabalhado. Se você deseja criar conexões mais profundas com seus clientes, o music branding pode ser o melhor caminho. Vamos conversar? 

Crédito foto de capa: Seu Dinheiro

Fontes: Billboard| Mapa dos Festivais| Music Non Stop| Globo

veja também