A música pode proporcionar momentos incríveis, mas para uma experiência sonora personalizada é preciso levar em consideração vários fatores: onde o som será ouvido? Quem ouvirá? Qual o objetivo do som? Continue a leitura e saiba tudo sobre o tema.
Nossa primeira experiência sonora
Você se lembra quando foi sua primeira experiência sonora? Provavelmente não, pois ela acontece dentro do útero. Para os estudiosos estamos imersos em um mundo sonoro desde que existimos no útero materno, onde temos um contato direto com o que chamam de campo acústico. Mas o que exatamente ouvimos dentro da barriga da nossa mãe? Segundo os pesquisadores, o bebê ouve as batidas do coração criando um ritmo existencial, e a voz da mãe, a fonte de nossa primeira aliança sonora.
O efeito sereia
Talvez você já tenha ouvido falar do “efeito sereia”, é a capacidade dos indivíduos de serem alcançados pelas mensagens sonoras que transmitem um tipo cativante de felicidade. O ouvido tem a capacidade de compreender algo que cada som tem exclusivamente seu, algo que também podemos chamar de “flow”. Os estímulos sonoros da vida, ao alcançarem o continuum primordial, embalam o ouvinte atento ao ritmo das repetições, como um coração materno envolvente, é dessa forma que conseguimos criar uma imersão por meio do som.
A imersão ou imersão espacial, é a sensação de estar cercado ou banhado em som, onde o som é sensibilidade imediata. Por isso é fenômeno espaço-temporal, unificando a experiência do presente no espaço e no tempo por meio da sensação imediata de um fluxo ou vibração sônica primordial e pré-crítica.
Quando foi que a experiência sonora mudou?
Quando foi a última vez que você foi até uma loja de discos, julgou as capas e músicas e levou para casa para ouvir? Pode até ser que você fez isso recentemente, com o retorno dos vinis, essa prática tem voltado, mas o mais comum é acessar um streaming de música, digitar o nome do artista ou da música e dar play, antes disso, também vivemos a experiência de baixar, arquivar e organizar as músicas em dispositivos individuais. Ao pensarmos em criar uma experiência sonora personalizada para marcas, é necessário pensar como, quando e onde, esse som será ouvido. A seguir vamos aprofundar sobre o assunto.
A experiência sonora individual
Uma das experiências sonoras personalizadas mais comum proporcionada por marcas são as playlists. As playlists são uma experiência de consumo musical imediata e personalizada, é uma forma de etiquetar as músicas, essa etiquetagem pode ser chamada de curadoria musical.
As playlists normalmente são feitas pensadas em uma experiência sonora individual, quem ouve as músicas escolhidas tende a ouvir em seu fone de ouvido, sem compartilhar a experiência sonora com outras pessoas, dessa forma, a maneira como as músicas são selecionadas muda, pensando no objetivo daquela ação. A não ser que a estratégia seja criar playlists pensadas em experiência sonora compartilhada, como playlists para churrasco, por exemplo.
A Gomus desenvolveu seis playlists para o perfil do streaming da Powerade, marca de isotônicos, os temas foram Yoga, Skate, Alongamento, Bike, Academia e Corrida, a intenção é de que cada atividade física tivesse seu universo sonoro para que acompanhasse os clientes da marca nos momentos de atividade física, seja qual for ela. A ativação ganhou também uma página exclusiva e os resultados foram playlists que somaram mais de 7 mil salvamentos. Confira uma das playlists abaixo.
A experiência sonora coletiva
A experiência sonora pode ser coletiva, no ambiente físico de uma loja, em um show ou em uma ativação, por exemplo. Você já parou para pensar que algumas músicas que você ouve em seu fone de ouvido dependem de um contexto propício para serem ouvidas em uma caixa de som? Isso deve ser levado em conta na hora de criar uma experiência sonora coletiva.
É preciso tomar cuidado com o conteúdo das letras das músicas, com a qualidade em que o som será executado, além de alinhar as músicas selecionadas ao sentimento que você quer que os clientes associem, é uma tarefa desafiadora, já que determinadas melodias podem ter o efeito contrário em algumas pessoas. Na experiência sonora coletiva a imersão é ainda mais importante, contar com a ajuda de outros recursos, como visuais, ajuda ainda mais nesse processo de imersão.
O contexto da marca, das notícias e da experiência de compra ditam o que é aceitável ou não naquele ambiente, visto que as interpretações da música e artista podem ser flexíveis, os significados e histórias que carregam podem ganhar ou perder força.
Em 2022, a Gomus desenvolveu para a Artwalk, uma das marcas de streetwear do Grupo Afeet, uma ativação em parceria com a Netflix, o objetivo era divulgar a collab entre a marca de sandálias Rider e a série Stranger Things. A Gomus foi a responsável por criar spots e pela curadoria sonora com um mood misterioso e intenso, que lembra a série da Netflix. Também foram produzidos sons utilizando texturas, ruídos e elementos vocais e uma trilha original mesclando música dos anos 80 e 90 para uma imersão completa no contexto da série. Confira o resultado a seguir.
A experiência sonora regional
O Brasil é um país enorme, por isso, há uma grande diversidade de gostos e gêneros musicais que devem ser levados em conta na hora de desenvolver uma experiência sensorial personalizada, tudo depende do objetivo da melodia e do som.
A Gomus, já desenvolveu trabalhos de personalização por região para marcas que se encaixam nesse modelo se atentando aos gêneros musicais específicos, e como isso foi feito? Fizemos um levantamento dos principais gêneros ouvidos nas rádios de cada estado, isso nos deu uma base importante para saber que gêneros e músicas selecionar para cada unidade da Pernambucanas.
Conte com a Gomus
A personalização já é tendência no mercado, e o music branding pode ser um aliado na hora de criar experiências memoráveis e autênticas. Conte com a Gomus para a criação de trilhas sonoras originais ou para a curadoria musical personalizada para sua marca. Entre em contato para conhecer melhor nossos serviços.
Crédito foto de capa: Pavel Danilyuk
Fontes: Schrimshaw, W. (2015). Exit immersion. Sound Studies, 1(1), 155–170.



