O mercado de bebidas alcoólicas mudou ao longo dos anos, uma das maiores mudanças foi em relação ao comportamento de consumo e o lançamento de opções sem álcool, mas como a música pode influenciar a experiência nesse setor? De quais formas o som pode ser utilizado? Continue a leitura e saiba mais.
A bebida alcoólica como elo de memórias
Em que momentos você costuma beber vinho, cerveja ou champanhe? Historicamente o ato de beber bebida alcoólica está ligado a celebrações, como casamentos, formaturas, ano-novo, aniversários, ou seja, está ligado a momentos felizes que certamente vão virar memórias, essa característica é o ponto principal quando falamos da experiência do setor.
O olfato e o paladar são os sentidos que mais influenciam a experiência com bebidas alcoólicas, mas a audição é igualmente importante quando falamos de diferentes ocasiões, como comunicação digital, por exemplo. O som é mais poderoso que o visual, pois o ouvido humano processa informações 20 vezes mais rápido que a visão.
Quantas vezes você já associou o som “Tsssss” da tampa de uma garrafa ou do gelo batendo no copo a algo refrescante ou o estalo da rolha e as bolhas borbulhando no copo a um momento de celebração? Todas essas pistas sonoras podem ser utilizadas para sugerir sensações relacionadas a bebidas alcoólicas, mas o grande problema é que essas pistas sonoras são utilizadas por diversas marcas e ter uma identidade única se torna cada vez mais difícil. Vamos falar mais a seguir.
O problema do reconhecimento de marca
Pesquisas mostraram que o setor enfrenta problemas em relação à experiência, pois há uma falta de originalidade, principalmente quando falamos de music branding. Há uma sonoridade semelhante, bebidas consideradas mais sofisticadas utilizam pianos, música clássica ou orquestral para transmitir a sensação de alta classe, por exemplo. Já bebidas como cerveja enfrentam outro problema, o licenciamento de músicas, ou seja, a marca prefere utilizar uma música que já está em alta para fazer parte de sua comunicação ou invés de criar uma trilha sonora única, mas isso prejudica o reconhecimento de marca, já que todas do segmentos utilizam a mesma estratégia, só nos EUA, a música licenciada representou 38% da música utilizada por marcas de cerveja no último ano.
Segundo pesquisa realizada pela GWI em 2018, cerca de 50% das pessoas consomem cerveja mensalmente e quase 60% são apaixonadas por música, então porque as marcas não estão investindo no music branding como deveriam?
O que vemos é que principalmente as marcas de cerveja estão tentando se conectar com a cena popular global, adotando um posicionamento muito parecido e caindo no mainstream. Seja por cálculo de risco em um investimento maior para criar uma trilha original, seja por estratégia de querer surfar a onda dos virais, muita coisa original é deixada de lado e assim, perdemos o principal aspecto que conecta o público: experiências autênticas.
As experiências autênticas são melhor criadas por marcas que dominam sua própria voz, em vez de simplesmente adotar o que já vem sendo feito pelos concorrentes. O investimento usado em licenciamento de músicas virais pode ser utilizado para criar eventos próprios e uma identidade sonora única.
Ter uma identidade sonora própria não limita a parceria com artistas conhecidos, em vez de usar faixas existentes que não tem nenhuma ligação com a marca fora de uma campanha, um artista pode usar a identidade sonora da marca na criação de uma música original, oferecendo para o consumidor o melhor dos dois mundos.
Criando experiências sonoras que influenciam o paladar

Comer e beber estão entre as experiências mais multissensoriais que temos. Pesquisas mostraram que sons no ambiente também podem influenciar nossa percepção do paladar, incluir o chamado ruído branco ao fundo, por exemplo, interfere na percepção de doçura, acidez e preferência por uma variedade de alimentos. Alimentos doces foram classificados como tendo um sabor significativamente menos doce na condição de ruído de fundo alto em comparação com a condição de ruído de fundo baixo.
Assim surge o conceito de “temperamento sonoro”, que consiste na ideia de que certos estímulos auditivos podem ser usados deliberadamente para alterar a percepção do paladar. Os sabores doce e azedo são associados a tons agudos, enquanto o amargo é associado a tons graves, demonstrando que é possível sim influenciar o paladar por meio do som.
Quando falamos em vinhos, essa experiência pode ser ainda mais explorada, uma pesquisa revelou que os vinhos degustados enquanto uma música que remetia a elementos do carvalho tocava ao fundo foram avaliados como significativamente mais frutados e macios do que os mesmos vinhos degustados em silêncio. Além disso, quando a trilha sonora estava tocando, os vinhos foram avaliados como mais macios, o caráter frutado e a maciez são atributos mais positivos em comparação com as notas de especiarias, especialmente entre degustadores iniciantes.
Os participantes da pesquisa avaliaram o mesmo vinho como sendo cerca de 10% mais agradável ao paladar quando degustado com uma música “harmonizada” tocando ao fundo, portanto, é possível usar a música como forma de complementar a experiência e destacar atributos do vinho que serão percebidos de forma positiva.
Conte com a Gomus
Há 20 anos a Gomus cria identidades sonoras autênticas que conectam clientes e marcas dos mais variados segmentos, a experiência multissensorial no setor de gastronomia se torna um importante diferencial entre os concorrentes. Se você quer explorar os benefícios do music branding, entre em contato, estamos ansiosos para mergulhar no universo da sua marca.
Crédito foto de Capa: Polina
Fontes: Amplify 7 The Sound of Alcohol



