Rap feminino: como aproveitar o hype para além da música ambiente

jun 15, 2026 | Tendências Sonoras

Nos últimos meses o Brasil presenciou a ascensão do rap feminino, que conquistou fãs, principalmente mulheres que se identificam com as letras das canções que trazem questões sobre empoderamento, relacionamento e autoestima. Mas como aproveitar o hype do gênero musical em sua marca para ir além da música ambiente? Continue a leitura e saiba mais.

Sobre o Rap

O rap brasileiro surgiu nos anos 1980 sempre sustentado pela narrativa masculina que trazia em sua maioria letras temas como violência, ostentação, dia a dia nas periferias, conquistas, romance, entre outros. Quando analisamos como as mulheres normalmente foram retratadas no rap, elas vemos muito em papéis secundários e sexualizadas.

Sobre o rap feminino

O rap feminino começou a ganhar destaque com a ajuda das redes sociais, uma das faixas de NandaTsunami viralizou no TikTok e em seguida outras rappers começaram a ganhar destaque. As artistas criticam a posição dos homens, mas retratam temas até então invisíveis no retrato daqueles à margem da sociedade. Entram em cena também questões como o encarceramento feminino e a solidão da mulher negra. Trasha e Tracie, por exemplo, foram as primeiras a retratar as mulheres no sistema prisional, inspiradas na trajetória da mãe das artistas, que ficou presa por quase quatro anos.

Apesar do rap masculino e do rap feminino retratarem realidades diferentes, se engana quem acha que apenas o público feminino ouve rap feminino. Segundo dados revelados pela Deezer, entre o público de AJULIACOSTA e Duquesa, 56% são mulheres e 44% são homens, no caso de Ebony, a divisão é de 54% mulheres e 46% homens, enquanto Tasha e Tracie registraram 55% de mulheres e 45% de homens. A resistência masculina em relação às rappers vem diminuindo.

O rap feminino e as marcas

Quando falamos em inserir o rap feminino no ambiente das marcas, é preciso levar em consideração alguns itens essenciais. Um deles são os conteúdos das músicas, muitas delas utilizam palavrões ou gírias, o que fazem com que não sejam adequadas quando pensamos em inseri-las em ambientes de loja, mas isso não quer dizer que não tenha espaço para aproveitar a ascensão e identificação do gênero. A seguir, confira alguns cases que envolvem marcas e rap feminino sem necessariamente inserir as canções das artistas no universo da marca.

Casa Natura Musical

Crédito: Casa Natura

A Casa Natura Musical é um projeto da marca de cosméticos Natura e tem como objetivo fomentar experiências, encontros, conexão afetiva, sensorial e coletiva por meio da música. A Casa promove shows, eventos, mostra de arte digital, conteúdos em seus canais de comunicação e muito mais para aproximar a comunidade ao processo criativo da cultura brasileira. Em novembro de 2025 o local promoveu um show de AJULIACOSTA com participação de diversos artistas, fomentando o empoderamento, liberdade e inovação da cantora, desta forma a marca entrelaça seu nome ao gênero musical de uma forma que agrada ao público correto.

Nike e AJULIACOSTA

A Nike trouxe oficialmente para o Brasil o SHOX Z e escolheu a rapper AJULIACOSTA e sua marca AJCShop para promover a chegada do tênis ao país, na campanha intitulada de “Não Foi Feito Para Agradar”.

O objetivo era transmitir o espírito audacioso e disruptivo do novo modelo e a rapper era a pessoa certa para passar essa mensagem, além disso, a marca sabia que o modelo era muito aguardado pelos moradores da periferia, público que a artista conversa diretamente. 

Duquesa e Salon Line

A Salon Line, marca brasileira de beleza e cosméticos capilares, escolheu a rapper Duquesa como sua nova embaixadora. Essa foi uma forma da marca transmitir para o mundo que está comprometida com a originalidade e o fortalecimento da cultura afro-brasileira. Na campanha de verão de 2026 da marca, também houve o lançamento de um videoclipe produzido pela KondZilla, reforçando a conexão da Salon Line com a cultura urbana e com os territórios onde sua comunidade se reconhece.

Como sua marca pode aproveitar o music branding 

Esses são só alguns exemplos de como sua marca pode aproveitar o hype do rap feminino para gerar identificação com o público, a seguir trazemos mais algumas opções que a equipe da Gomus pode auxiliar.

Playlists para streaming 

Ao contrário da música ambiente, as playlists para streaming nos dão um pouco mais de liberdade quando falamos de curadoria musical, isso porque a intenção ao ouvir a playlist é individual e os contextos também são de escolha do próprio cliente, ou seja, é possível incluir o rap feminino em playlists exclusivas no perfil da marca ou criar playlists únicas para o gênero, desenvolvendo os mais variados moods que conversam com o conteúdo das canções.

Projetos especiais 

Os projetos especiais também são uma ótima opção para incluir as rappers no universo da sua marca, podendo criar novas canções para trilhas sonoras de campanhas e música ambiente. Os pocket shows e patrocínios de eventos também são uma ótima forma de gerar conexão.

Flagships

As chamadas flagships são lojas criadas especialmente para um período e para a divulgação de determinadas coleções ou ser a loja chamariz da marca, geralmente destinada a ações, visual e expectativas diferentes e pode ser uma ótima opção para unir os fãs das rappers e atingir o público certo tendo maior disponibilidade de explorar ativações e playlists especificas.

Conte com a Gomus

A Gomus possui 20 anos de experiência na criação de trilhas sonoras para as mais diversas marcas, nossa equipe realiza curadoria musical, criação de trilhas sonoras originais, identidade sonora, logotipo sonoro, entre outras estratégias de music branding que fortalecem a conexão entre sua empresa e os clientes. Entre em contato para mergulharmos no universo da sua marca. 

Crédito foto de capa: Billboard

Fontes: Folha de São Paulo | Casa Natura | Sneakersbr | Cultura Preta

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