O boca a boca ainda funciona? É possível viralizar sem a ajuda da internet?

out 21, 2026 | Música para sua loja

Você compraria um produto sem ter visto nenhuma review sobre ele? Ao longo dos anos, aceitar o risco tornou-se quase fora de cogitação para nós. Só vamos conhecer lugares onde já vimos recomendações nas redes sociais ou de nossos amigos e só compramos produtos que outras pessoas já avaliaram. Será que é possível ainda criar público sem ajuda da internet? Continue a leitura para descobrir.

O que você precisa saber sobre o boca a boca 

Como estamos falando de risco, o boca a boca nada mais é do que o compartilhamento do risco, compartilhamos um com os outros os produtos que gostamos ou que não gostamos, mas os pesquisadores vão além sobre o tema.

Gladwell (2001) sugere que ideias, produtos, mensagens e comportamentos se espalham da mesma forma que vírus. Essa ideia identifica o ponto de inflexão como uma metáfora útil para descrever alguns fenômenos sociais. Um ponto de inflexão é aquele momento em que uma tendência se transforma em uma mudança de modelo de comportamento ou em “novo padrão”.

A crença popular é de que todas as pessoas estão ligadas umas às outras em apenas seis passos, o que significa que um número pequeno de pessoas está ligado a todos os outros de forma rápida e fácil, ou seja, é possível alcançar um grande número de pessoas sem a ajuda da internet, uma vez que, por meio de algoritmos, é capaz de nos colocar em bolhas que nos afastam mais do que nos aproximam.

Gladwell (2001) também definiu que o boca a boca é criado por três tipos psicológicos. O primeiro deles é o dos conectores. Essas pessoas, de uma maneira muito prática e cotidiana, fazem o mundo funcionar. Elas disseminam ideias e informações, conectam partes variadas e isoladas da sociedade. Já os especialistas, que acumulam conhecimento, têm o poder de influenciar os outros por meio do saber. Já os vendedores “vendem” ideias para as pessoas; normalmente, sentem satisfação em convencer alguém e se empenham nisso.

Os três tipos atuam em conjunto: os especialistas gostam de influenciar os outros por meio de seu conhecimento, os conectores apreciam a interação com os outros e os vendedores gostam do mérito de convencer alguém. Podemos entender melhor no desenho abaixo.

Um dos grandes cases de boca a boca foi o fenômeno Harry Potter, estudiosos então perceberam que para o boca a boca funcionar é preciso de alguns itens, primeiro o produto precisa ser bom, mensagens positivas têm mais chances de serem transmitidas no boca a boca, e é preciso ter a chamada “fidelização”, que nada mais é que a capacidade da pessoa de memorizar a mensagem, não conseguir tirá-la da cabeça.

O marketing boca a boca 

Antigamente, acreditava-se que o marketing não tinha controle sobre o boca a boca, mas, com a chegada da internet, isso mudou. Sabemos onde encontrar todas as pessoas em um mesmo lugar; isso facilita as coisas. Porém, enfrentamos um novo problema: a falta de confiança.

Se, para o boca a boca funcionar, precisamos de conectores, especialistas e vendedores, encontramos todos eles na internet: os chamados influenciadores digitais. Marcas então podem contratá-los para que criem uma narrativa que alcance cada vez mais pessoas, mas a partir do momento em que os consumidores sabem que a mensagem repassada pode ser mentira, simulada ou que possui benefícios inclusos ao porta-voz, o boca a boca perde parte da sua capacidade de convencer. 

Tudo é sobre memorização

Pesquisadores testaram qual é a nossa capacidade de memorização quando falamos em visão e audição. Eles descobriram que a visão e a audição são processadas de forma diferente no córtex auditivo primário e no córtex visual primário, e essa diferença pode contribuir para diferenças na memória de reconhecimento auditivo e visual, ou seja, elas são complementares e não atuam da mesma forma. Outra descoberta foi que a memória visual tem uma capacidade maior do que a memória auditiva, mas está sujeita a uma perda de informação substancialmente maior ao longo do tempo.

Você é capaz de lembrar visualmente de mais coisas, mas esquece mais rápido com o passar do tempo. Já com a memória auditiva é diferente, você se lembra de menos elementos, mas esses elementos são lembrados por mais tempo.

Em resumo, é possível sim viralizar sem a ajuda da internet, a diferença é que isso pode levar mais tempo, mas as ferramentas são as mesmas e o segredo é fazer com que o consumidor memorize a experiência da sua marca.

Como usar o music branding para melhorar o boca a boca da sua marca

Como vimos anteriormente, Gladwell (2001) concluiu que falar bem de um produto ou serviço costuma resultar em mais ação do que falar mal, às pessoas costumam comprar os produtos recomendados mais do que deixam de comprar os produtos com repercusão negativa. O primeiro passo é criar uma experiência agradável; em seguida, é usar elementos que a tornem memorável, e o som é parte importante desse processo. Além de ajudar na memorização, o som faz com que o consumidor se lembre por mais tempo, o que aumenta suas chances dele recomendar para outras pessoas, lembre-se, as pessoas estão separadas apenas por seis pessoas de distância uma das outras, logo um público muito maior está a seu dispor – ou melhor, ao dispor da indicação dos seus clientes.

A Gomus pode ajudar sua marca a criar uma estratégia autêntica e duradoura para seus clientes, alinhada com o objetivo e o público-alvo. Com uma agência com mais de 20 anos de experiência e os profissionais certos, sua marca pode se destacar ainda mais dos concorrentes e o boca a boca o seu grande aliado offline.

Crédito foto de capa: Allan González

Fontes:

Gloede, M. E., Paulauskas, E. E., & Gregg, M. K. (2017). Experience and information loss in auditory and visual memory. Quarterly Journal of Experimental Psychology, 70(7), 1344-1352.

Procter J, Richards M (2002), “Word‐of‐mouth marketing : beyond pester power”. International Journal of Advertising and Marketing to Children, Vol. 3 No. 3 pp. 3–11.

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